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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Regulamentação da cachaça

Cachaça em pauta na Câmara dos Deputados. Apesar de grandes avanços recentes sobre a regulamentação da bebida brasileira, ainda falta muito a ser feito.

Acontece que a bebida é produzida no país todo por milhares de produtores e ainda falta maior união, uma das maiores dificuldades do setor, como já mostramos neste post.

Novo projeto de lei para regulamentar a cadeia produtiva da cachaça segue em andamento e já traz controvérsias. Um dos pontos mais polêmicos é a diferenciação entre o destilado alcoólico de cana-de-açúcar, a aguardente de cana e a cachaça. Mas a principal diferenciação é entre a cachaça e a cachaça de alambique.

Confira na matéria da Agência Câmara de Notícias.



Relator deve manter diferenciação entre vários tipos de cachaça

O relator da proposta (PL 1187/07) que regulamenta a cadeia produtiva da cachaça, deputado Jairo Ataíde (DEM-MG), afirmou nesta quinta-feira (dia 7) em Brasília que deve manter o texto aprovado anteriormente, que mantém a diferenciação entre o destilado alcoólico de cana-de-açúcar, a aguardente de cana e a cachaça. Na prática, a diferença está no teor alcoólico de cada uma.

“Vou ter mais acuidade, vou analisar melhor, mas a minha tendência é manter o relatório que eu fiz anteriormente”, afirmou Jairo Ataíde, durante audiência pública da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, onde o projeto está sendo analisado.

O Brasil tem 14 mil marcas de cachaça, das quais apenas 4 mil são legais. A regularização da cadeia produtiva da cachaça é discutida na Câmara há seis anos. O governo é contra, o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac) e a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) também.

Mas as associações de produtores de Goiás e Minas Gerais, este último o maior Estado produtor, são a favor. Apesar das divergências, a proposta foi aprovada por unanimidade na Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara, com substitutivo apresentado por Jairo Ataíde.

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
Segundo o representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, Marlo Vicenzi, o texto aprovado prejudica a luta pelo reconhecimento internacional desta bebida nacional, já regulamentada em lei de 1994 (Lei 8.918/1994).

De acordo com a coordenadora geral de Agronegócios do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio, Rita de Cássia Milagres, foi graças à lei que o mercado conquistou vitórias como o reconhecimento da bebida nos Estados Unidos, que antes não distinguia a cachaça do rum.

O presidente da diretoria executiva do Ibrac, Vicente Bastos Ribeiro, acrescenta que a cachaça seria a única bebida no Brasil com uma lei específica para estabelecer normas para a produção e rotulagem, o que é feito por meio de atos normativos para outras bebidas.

Vicente Bastos Ribeiro lembra que o texto prevê quatro tipos de aguardente de cana: “Não faz sentido um projeto de lei que faça uma mudança tão radical na base normativa. Tão radical e dramática porque muda a própria definição do que é cachaça”.

CACHAÇA DE ALAMBIQUE
O projeto diferencia o destilado alcoólico de cana-de-açúcar, a aguardente de cana e a cachaça. Mas a principal diferenciação é entre a cachaça e a cachaça de alambique. A representante da Associação Mineira de Produtores de Cachaça (Ampac), Darlene Pinto, defende a diferenciação para que o consumidor saiba que está consumindo não uma cachaça qualquer, mas uma cachaça de alambique, método de produção do século 16.

“O consumidor precisa saber por que o produto é mais caro; eu preciso saber por que eu pago mais caro, por que eu vendo mais caro: qual a diferença da minha, que é cachaça [de alambique] e que não é feita com água, álcool e açúcar”, diz Darlene.

SEM DIFERENÇAS QUÍMICAS
O presidente da Associação Brasileira de Bebidas, Ricardo Gonçalves, afirma que nenhuma outra bebida destilada é subdividida com base em tecnologia de destilação e que quimicamente não há diferença alguma entre cachaça de alambique e cachaça industrial.


Segundo o Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio, o Brasil produz em média 800 milhões de litros de cachaça e exporta 8 milhões, o que gera uma receita de US$ 15 milhões.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Clube do Alambique chega a Brasília para fomentar a disseminação da cultura da cachaça


Empresa promove a troca de informações e experiências sobre o destilado nacional


Produto reconhecidamente brasileiro, a cachaça tem se tornado, cada vez mais, sinônimo de boas oportunidades dentro e fora do país. Os produtores esperam que a Copa do Mundo de 2014 represente o mesmo que a edição de 1986 foi para o México. O Mundial marcou o reconhecimento internacional da tequila como bebida tipicamente mexicana. Ampliando sua atuação na disseminação da cachaça, o Clube do Alambique chega a Brasília e ratifica o trabalho já reconhecido em São Paulo.

A despeito do preconceito ainda existente com relação ao destilado nacional, o produto nunca esteve tão em alta. Hoje, a bebida é saboreada no Brasil e no mundo por pessoas de diferentes classes sociais e poder aquisitivo. Os apreciadores exigentes descobriram o prazer de degustar uma boa cachaça.

É pensando neste novo panorama que o Clube do Alambique viaja o Brasil e seleciona, por meio de pesquisa e avaliação, cachaças de excelência de diversos produtores.

Segundo Ariana Gomes de Souza, proprietária do Clube do Alambique, Brasília possui um mercado estratégico para promoção da bebida nacional. “Estávamos estudando a possibilidade de implementar nosso trabalho em vários Estados, em especial os que receberão a Copa do Mundo. Percebemos que a capital nacional possui poucos rótulos na maioria dos estabelecimentos, queremos divulgar as cachaças selecionadas pelo país e fazer com que outros brasileiros conheçam a grande diversidade e qualidade da bebida nacional”, conta. A empresária lembra, ainda, que a chegada à capital federal coincide com o Dia Nacional da Cachaça, celebrado em 13 de setembro. "É uma oportunidade para brindarmos a data, marcando nossa presença na região".

Entre as iniciativas de promoção da bebida brasileira, o Clube faz parcerias com bares, restaurantes e empórios promovendo a troca de informações, experiências e sensações relacionadas à cachaça. Oferece ainda dicas sobre harmonização da bebida com diferentes tipos de pratos, os elementos da análise sensorial da cachaça e seu uso na culinária e em drinques.

“Contamos também com carta de cachaça em inglês e português, de modo a unir diversos públicos – leigos e apreciadores –, temos ainda a proposta de fazer um trabalho de disseminação, promovendo a venda contínua da bebida dos pequenos produtores que têm dificuldades comerciais e de divulgação da cultura da mesma”, comenta Ariana.

Segundo dados do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), são produzidos cerca de 1,2 bilhão de litros de cachaça no Brasil anualmente. Em 2012, pouco mais de 8 milhões de litros foram exportados, aproximadamente 0,66% do total. Os produtores esperam que o reconhecimento da cachaça como bebida exclusivamente brasileira por parte dos EUA no último ano, impulsione as exportações do destilado da cana-de-açúcar.


Sobre o Clube do Alambique

A história da empresa tem origem nos anseios do senhor Adelmo Francisco Silva, homem simples e empreendedor, que transformou as terras de sua família numa propriedade fértil, gerando retorno e sustento.


Sua neta Ariana acompanhou as pesquisas, viagens e projetos que originou o seu último empreendimento, iniciado em 2006 com a plantação do canavial e construção de um alambique de excelência. Em 2008, produziu a primeira safra de uma bebida típica brasileira, reconhecida e apreciada internacionalmente: a cachaça.

Em 2009, com a partida prematura do patriarca, a neta abraçou o sonho do avô, fez o curso de mestre alambiqueiro e iniciou sua caminhada no mundo da cultura da cachaça.

Ariana uniu-se à irmã Anita Flávia e fundou o Clube do Alambique, com o propósito de disseminar a cultura da apreciação do destilado, promover o encontro de produtores, especialistas e apreciadores da bebida brasileira, oferecer safras com alta qualidade, selecionadas em todo Brasil.

Com objetivo de comercializar as cachaças selecionadas pelo Clube do Alambique, as irmãs fundam em 23 de julho de 2010 a empresa Três Paixões do Brasil, selando no nome as três grandes paixões que o querido avô Adelmo cultivou: VIDA, FAMÍLIA, e AMIGOS!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Lançamento Sanhaçu Umburana é hoje!


Quem é bom cachacista e acompanha nossas publicações sabe que o destilado brasileiro é único no mundo por vários motivos. Um de seus diferencias é a grande variedade de madeiras brasileiras e estrangeiras usadas no envelhecimento da bebida.

Ratificando sua posição como uma das melhores cachaçarias nacionais, a Sanhaçu diversifica ainda mais seu mix de produtos e lança hoje seu mais novo produto: cachaça armazenada em tonéis de umburana com o certificado de qualidade do professor Jairo Martins “O cachacista” e um dos maiores estudiosos do destilado nacional.

“Elegante e suave, com notas discretas adocicadas e especiadas de canela, a Cachaça Sanhaçu – Umburana, produzida organicamente, de aroma e paladar diferenciados, vem complementar a pirâmide de harmonização da cachaça com a histórica, generosa e tradicional ‘doçaria pernambucana’ – importante legado da Civilização do Açúcar”

Ficou com vontade também? O lançamento é hoje, 21 de agosto, às 16h, na 21ª Agrinordeste, no Centro de Convenções de Pernambuco, Espaço Sabor Rural.




sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Presentinhos especiais para os Pais!

Seja qual for o perfil do seu pai, uma das coisas mais gostosas é poder brindar com ele e comemorar o Dia dos Pais. E nada melhor do que uma bebida 100%  brasileira na hora do brinde, certo? 

O indicado é uma bebida de qualidade, exclusiva, ou seja, cachaça de alambique com os sabores diferenciados que o envelhecimento traz, selecionada por quem conhece e pesquisa a fundo o nosso destilado.

Se você ainda não comprou o presente ou ainda não pensou na comemoração, o Clube do Alambique te ajuda a não fazer feio no Dia dos Pais. Confira nossas dicas e deixe as suas sugestões:

  • Para começar bem tem que ter nossas cachaças selecionadasGogó da Ema e Sanhaçu
  • Na hora do brinde tem que ter um cálice com a boca em um diâmetro menor, que preserva o aroma e sabor da bebida
  • Na hora de beber não existe regra, você também pode dar copinhos divertidos para o seu pai e ver quem é profissional e que ainda é calouro!
  • Já o kit caipirinha é indispensável para qualquer apreciador do destilado mais que brasileiro.
Acha que faltou alguma outra dica importante. Deixe nos comentários e parabéns a todos os papais!










sexta-feira, 28 de junho de 2013

Clube do Alambique promove Confraria da Cachaça em Itaquaquecetuba

Parte da arrecadação será destinada para projetos sociais




Cachaça tem sabor, qualidade e importância para ser a bebida do planeta. É com isso em mente que o Clube do Alambique trabalha na disseminação da cultura e apreciação do destilado típico de nosso país. Comprovando que a bebida é para todos, a empresa organiza, em 6 de julho, a Confraria da Cachaça, em parceria com o Museu da Cachaça Roda D’Água.

“Nosso propósito é mostrar que a cachaça combina com diferentes tipos de ambientes e pratos da culinária mundial, disseminando a cultura e a apreciação de nossa bebida”, conta a proprietária do Clube do Alambique, Ariana Gomes de Souza.

A ideia do evento é reunir desde especialistas até leigos no assunto, promovendo a troca de informações, experiências e sensações relacionadas à cachaça. Além de apresentar o universo do destilado aos diferentes públicos, a confraria também trará informações sobre harmonização da bebida com diferentes tipos de pratos e seu uso na culinária e em drinques e ainda apresentará os elementos da análise sensorial da cachaça. Por se tratar de uma bebida complexa, visão, olfato e paladar devem ser utilizados em sua apreciação.

Parte da arrecadação será destinada para a Casa da Criança Zenaide de Souza Lima e APAE de Itaquaquecetuba. Agasalhos e cobertores em bom estado também serão aceitos para doação.

Segundo Ariana Gomes, ainda falta o brasileiro reconhecer a qualidade da bebida nacional. “O mundo inteiro já descobriu o valor da cachaça, usando-a em coquetéis e na gastronomia, muito além da caipirinha”, conclui.

As melhores cachaças do Brasil poderão ser degustadas em um almoço com o cardápio especial de costela grill, refrigerantes, caipirinhas, drinks e água.

O evento é realizado em parceria com o Museu da Cachaça de São Paulo, localizado em Itaquaquecetuba, no Alto do Tietê. Inaugurado em 21 de setembro de 2012, é resultado da união de duas coleções particulares que somam mais de 2.800 rótulos de cachaças e mais de 500 miniaturas, em prateleiras dispostas em forma de chalé sapê. O Clube do Alambique colabora com o aumento dos rótulos solicitando aos produtores uma amostra para doação, que fica em exposição no museu.


A Confraria de Cachaça de Itaquaquecetuba acontecerá em 6 de julho, das 11h30 às 16h, no Museu da Cachaça Roda D’Água. O investimento é de R$ 45.


Sobre o Clube do Alambique

A história da empresa tem origem nos anseios do senhor Adelmo Francisco Silva, homem simples e empreendedor, que transformou as terras de sua família numa propriedade fértil, gerando retorno e sustento.

Sua neta Ariana acompanhou as pesquisas, viagens e projetos que originou o seu último empreendimento, iniciado em 2006 com a plantação do canavial e construção de um alambique de excelência. Em 2008, produziu a primeira safra de uma bebida típica brasileira, reconhecida e apreciada internacionalmente: a cachaça.

Em 2009, com a partida prematura do patriarca, a neta abraçou o sonho do avô, fez o curso de mestre alambiqueiro e iniciou sua caminhada no mundo da cultura da cachaça.

Ariana uniu-se à irmã Anita Flávia e fundou o Clube do Alambique, com o propósito de disseminar a cultura da apreciação do destilado, promover o encontro de produtores, especialistas e apreciadores da bebida brasileira, oferecer safras com alta qualidade, selecionadas em todo Brasil.

Com objetivo de comercializar as cachaças selecionadas pelo Clube do Alambique, as irmãs fundam em 23 de julho de 2010 a empresa Três Paixões do Brasil, selando no nome as três grandes paixões que o querido avô Adelmo cultivou: VIDA, FAMÍLIA, e AMIGOS!


Confraria da Cachaça

Data: sábado, 6 de julho, das 11h30 às 16h
Local: Museu da Cachaça Roda D’Água – Estrada do Pinheirinho, 2036 – Itaquaquecetuba, - SP
Investimento: R$45,00
Convites: (11) 4195-3813/ confraria.cachaca@clubedoalambique.com.br

terça-feira, 21 de maio de 2013

Cuidado na hora de comprar sua caninha!


Muito cuidado na hora de comprar sua caninha! Tenha certeza da procedência da bebida que está levando para casa e consumindo. Além de existirem muitos alambiques e produtores ilegais da cachaça, outros golpes também são aplicados.

Em recente golpe, bandidos compravam cachaça baratas e revendiam como se fossem marcas famosas em mercados de Belo Horizonte, Montes Claros, cidades do sul da Bahia e capital paulista.

Esta é uma das grandes lutas e responsabilidades do Clube de Alambique em sua missão de propagar a cultura de apreciação do nosso destilado legítimo. Viajamos o Brasil inteiro buscando e selecionando produtores com altos padrões de qualidade e levando seus produtos para diferentes lados do Brasil.

Uma série de cuidados devem ser levados em conta na hora de comprar sua caninha. Uma delas é verificar se a cachaça é registrada no Ministério da Agricultura. Essa informação geralmente fica no verso do rótulo da bebida juntamente com outros dados, como o endereço do alambique. O registro mostra que o produto está de acordo com a legislação nacional e segue os padrões de qualidade.

Confira outras dicas para levar em conta na hora de comprar e avaliar sua caninha e também matéria da Folha de S. Paulo sobre a fraude nas bebidas.




Cachaça falsa era vendida por até R$ 1.000 em Minas, Bahia e SP


Cachaças compradas por R$ 5 a R$ 10 em Salinas (norte de Minas Gerais) eram vendidas como se fossem de marcas famosas por até R$ 1.000 em mercados de Belo Horizonte, Montes Claros, cidades do sul da Bahia e na capital paulista.

A polícia suspeita que o esquema era comandado havia pelo menos três anos por Claudemiro Modesto da Silva, 50, preso em flagrante na sexta-feira (10) durante a "Operação Aguardente".

Na casa de Claudemiro, em Salinas, a polícia encontrou cerca de 400 garrafas de cachaças falsas (prontas para venda) e mais de mil rótulos das marcas Indaiazinha, Havana, Canarinha, Nova Aliança e Anísio Santiago, as mais sofisticadas do Brasil e produzidas na cidade mineira.

Segundo a polícia, após comprar as cachaças baratas, Claudemiro colocava rótulos falsos, supostamente fabricados em gráficas de Montes Claros e Belo Horizonte.

Ele vendia falsificações da marca Canarinha saíam por R$ 70 a R$ 80; já as da Havana, por até R$ 400. Depois, ela era revendida por R$ 1.000 em casas especializadas em cachaça --o mesmo valor da original.

O delegado José Eduardo dos Santos, de Salinas, desconfia que Claudemiro atuava junto com outras pessoas. "Na delegacia, ele [Claudemiro] preferiu ficar calado."

Defensor de Claudemiro, o advogado Dairton dos Anjos não foi localizado pela Folha.

A polícia chegou até o suspeito após denúncias de fabricantes de cachaças. As investigações foram iniciadas há oito meses.

Fabricante da marca Canarinha, Eilton Santiago Soares, que tinha a informação que seu produto estava sendo falsificado, disse que há três anos vem observando a venda de cachaças falsas nos mercados centrais de Montes Claros e Belo Horizonte. "Nesse tempo, tive prejuízo de uns R$ 80 mil", afirmou Soares.

"Já falei com ele [Claudemiro] várias vezes sobre as falsificações, mas ele sempre negava, dizia que não tinha nada a ver, e a gente não podia fazer muita coisa porque não tinha prova de que ele era o falsificador", completou.

Outro fabricante, Osvaldo Santiago, dono das marcas Havana e Anísio Santiago, disse que amigos, por diversas vezes, compraram as falsificações em casas especializadas de São Paulo e Minas Gerais.

"Eles compravam e traziam pra me mostrar", disse Santiago, sem estimar o prejuízo.

Para combater as falsificações, os fabricantes de cachaça de Salinas estudam implantar, a partir de julho, um selo de indicação geográfica, que atesta que a cachaça foi produzida em certo local.

A colocação do selo nos rótulos foi autorizado ano passado pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

"O selo não é imune à falsificação, mas sem dúvida dificultará em muito a ação de falsificadores", disse o presidente da APACS (Associação de Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas), Nivaldo Gonçalves das Neves.

Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Análise Sensorial da Cachaça


Continuando a série de vídeos do Clube do Alambique, apresentamos desta vez nossas dicas para a análise sensorial da cachaça.

No novo vídeo, Ariana Gomes de Souza ensina como fazer a análise e escolher uma boa caninha. Por se tratar de uma bebida complexa, visão, olfato e paladar devem ser utilizados na apreciação do destilado 100% brasileiro!

Quer mais? Separamos algumas outras dicas para levar em conta na hora de comprar e avaliar sua caninha. Sempre lembrando que degustar não é se embebedar! É apreciar o prazer que a bebida proporciona e aguçar os nossos diferentes sentidos. Boa degustação!





Aparência 

A análise sensorial de uma cachaça começa na prateleira do supermercado. O consumidor, não conhecendo ainda os atributos de aroma, sua opção inicial baseia-se na aparência do produto, tais como: embalagem, formato, rótulo e contra-rótulo, fechamento e conteúdo do rótulo. Nesta observação é fundamental que a garrafa seja transparente, para verificar se a cachaça tem a aparência limpa, brilhante e translúcida

Oleosidade 

Virando e girando o copo, de modo a levar a cachaça até as suas bordas, deve-se constatar uma película oleosa em torno das paredes internas, que escorre formando ondulações. O tempo de persistência maior dessas ondulações é indicação de qualidade. Cachaças que não apresentam “oleosidade” escorrem rapidamente nas paredes do copo, semelhante à água. 

Cor da Cachaça 

Um aspecto importante é a cor. A cachaça branca dever ser transparente e brilhante; as turvas denotam defeitos de fabricação e qualidade inferior. Quando envelhecida em tonéis de madeira, a bebida adquire a cor amarelada ou rosada. As colorações amarronzadas e avermelhadas fogem do padrão tradicional do produto. 

Aroma 

O aroma pode conter três componentes: o primário é proveniente da cana-de-açúcar; o secundário é associado ao processo fermentativo e o terciário é desenvolvido por meio do envelhecimento ou armazenamento

Há quem diferencie os diferentes tipos de aroma em outras categorias, como alcoólico, frutal, ácido, adocicado e estranho:

a) Frutal: indica a presença de ésteres;

b) Alcoólico: não deve ser acentuado, de maneira a permitir a percepção dos demais aromas; 
c) Ácido (azedo): deve ser discreto; quando acentuado indica qualidade inferior; 
d) Adocicado: da mesma forma que o alcoólico e ácido, este aroma também não deve se destacar;
e) Estranho: os aromas estranhos, tais como: cheiro de madeira, ovo podre, couro, etc, alertam para a presença de substâncias indesejáveis no produto. 

A cachaça de qualidade tem aroma agradável, que envolve os aspectos frutado, alcoólico, ácido e adocicado de maneira equilibrada. A pungência ou ardência verificada na inalação não dever ser acentuada de maneira a irritar a mucosa nasal.


Paladar 
Para análise das características gustativas, coloca-se um gole na boca e com ele realiza-se movimentos para senti-la em todas as partes da língua e bochecha

Na ponta da língua identifica-se o paladar adocicado; nas laterais, a sensação de acidez e, em sua base, próximo à garganta, o amargo e, finalmente, na sua parte central, região táctil, as sensações de calor ou frescor.

Tanto em aroma quanto em paladar, o atributo frutal ou frutado é o mais adequado.

A cachaça ao ser ingerida deve “descer bem”, de modo suave, sem queimar, deixando uma sensação positiva de energia e calor.

Neste caso, recebe os atributos de redonda, macia, suave e lisa.


Fontes: Amigos da Cachaça e “Cachaça artesanal – do alambique à mesa”, de Atenéia Feijó e Engels Maciel


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Clube do Alambique organiza 1ª Confraria de Cachaça de Americana


Evento promete reunir especialistas e entusiastas da bebida nacional


Com o tema “Será a cachaça a bebida do planeta?”, o Clube do Alambique, em parceria com o Empório Meat Company e Doceria Dolcce, organiza a 1ª Confraria de Cachaça de Americana (SP), que acontecerá neste sábado (10/11).
“O propósito do evento é disseminar a cultura da apreciação da bebida, quebrando vários tabus e, ao mesmo tempo, mostrando que a cachaça combina com ambientes requintados e alta gastronomia”, conta a proprietária do Clube do Alambique, Ariana Gomes de Souza.
Além de apresentar o universo do destilado aos diferentes tipos de público, a confraria contará com informações sobre a história e as características da bebida, como a harmonização com diferentes tipos de pratos e seu uso na culinária e em drinques, e ainda apresentará os elementos da análise sensorial da cachaça. Por se tratar de uma bebida complexa, visão, olfato e paladar devem ser utilizados em sua apreciação.
Segundo Ariana Gomes, ainda falta o brasileiro reconhecer a qualidade da bebida nacional. “O mundo inteiro já descobriu o valor da cachaça, usando-a em coquetéis e na gastronomia, muito além da caipirinha”, conclui.
As melhores cachaças do Brasil poderão ser degustadas em um almoço com ampla mesa de saladas e frios, cortes especiais de picanha, contrafilé chorizo, carré de carneiro, linguiça, frango e arroz. Também haverá sobremesas da Doceria e Sorveteria Dolcce.
A 1ª Confraria de Cachaça de Americana acontecerá neste sábado, 10 de novembro, das 11h às 16h, no Empório Meat Company. O investimento é de R$ 55.

Sobre o Clube do Alambique
A história da empresa tem origem nos anseios do senhor Adelmo Francisco Silva, homem simples e empreendedor, que transformou as terras de sua família numa propriedade fértil, gerando retorno e sustento.
Sua neta Ariana acompanhou as pesquisas, viagens e projetos que originou o seu último empreendimento, iniciado em 2006, com a plantação do canavial e a construção de um alambique de excelência. Em 2008, produziu a primeira safra de uma bebida típica brasileira, reconhecida e apreciada internacionalmente: a cachaça.
Em 2009, com a partida prematura do patriarca, a neta abraçou o sonho do avô, fez o curso de mestre alambiqueiro e iniciou sua caminhada no mundo da cultura da cachaça.
Ariana uniu-se à irmã Anita Flávia e fundou o Clube do Alambique, com o propósito de disseminar a cultura da apreciação do destilado, promover o encontro de produtores, especialistas e apreciadores da bebida brasileira e oferecer safras com alta qualidade, selecionadas em todo o Brasil.
Com o objetivo de comercializar as cachaças selecionadas pelo Clube do Alambique, as irmãs fundaram, em 23 de julho de 2010, a empresa Três Paixões do Brasil, selando no nome as três grandes paixões que o querido avô Adelmo cultivou: VIDA, FAMÍLIA e AMIGOS!

Serviço
1ª Confraria de Cachaça de Americana
Data: sábado, dia 10 de novembro, das 11 às 16h
Local: Rua das Paineiras, 189 – Jardim São Paulo - Americana (SP)
Telefone: (19) 3645-0063
Investimento: R$ 55,00

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sugestões de presentes para o Dia dos Pais

Seja qual for o perfil do seu pai, uma das coisas mais gostosas é poder brindar com ele e comemorar o Dia dos Pais. E na hora do brinde, tem que ser com cachaça, certo? 

O indicado é uma bebida de qualidade, exclusiva, ou seja, cachaça de alambique com os sabores diferenciados que o envelhecimento traz.

Se você ainda não comprou o presente ou ainda não pensou na comemoração, o Clube do Alambique te ajuda a não fazer feio no Dia dos Pais. Confira nossas dicas e deixe as suas sugestões:
  • Para começar bem tem que ter nossas cachaças selecionadas, Gogó da Ema e Sanhaçu
  • Na hora do brinde tem que ter um cálice com a boca em um diâmetro menor, que preserva o aroma e sabor da bebida
  • Na hora de beber não existe regra, você também pode dar copinhos divertidos para o seu pai e ver quem é profissional e que ainda é calouro!
  • Já o kit caipirinha é indispensável para qualquer apreciador do destilado mais que brasileiro.







quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cachaça também é cultura: o mais brasileiro dos prazeres

Você a prefere branquinha ou amarelinha? Fraca ou forte? Adocicada ou mais ácida? Independentemente da forma que goste mais, cachaça é sempre um prazer. Mais: é um hábito cultural, social, de liberdade e brasilidade.

No livro “Cachaça, o mais brasileiro dos prazeres”, Jairo Martins da Silva traz informações importantes sobre a bebida, fazendo de seu livro, uma das obras mais completas sobre o prazeroso destilado.

Professor, engenheiro, estudioso e especialista autodidata no tema, o autor oferece ao leitor uma viagem ao mundo da cachaça, passando pela origem, história, importância, gastronomia, harmonização, influência sócio-cultural, e muito mais.

Saída da senzala no período colonial, a bebida enfrentou preconceito desde o começo da história de nosso país. Foi até proibida pela coroa portuguesa porque sua popularidade atrapalhava as vendas de bebidas fabricadas em Portugal. Hoje, o produto é apreciado e procurado no mundo todo.

E aí, ficou com vontade? O livro é para ser degustado como uma boa cachaça: aos poucos, absorvendo cada sabor diferente e prazeroso!

Confira o vídeo que o Mapa da Cachaça fez com o professor, em que ele fala sobre como surgiu seu interesse pela bebida e o processo de escrita do livro.




quinta-feira, 12 de julho de 2012

Boom da cachaça

A gente está sempre falando que a cachaça está em alta. Que ela vem ganhando um espaço cada vez maior em todo o mundo e que seu aroma e paladar tem influenciado diferentes segmentos de pessoas e profissionais. Baristas, chefes de cozinha, bartenders e muitos outros tem se rendido à bebida mais que brasileira.

Já falamos aqui também que nossa caninha está também presente em questões políticas como nas relações entre Brasil e EUA. Após anos de debate, o país do presidente Barack Obama garantiu que vai reconhecer a cachaça como produto exclusivamente nacional. O presidente americano até ganhou uma cachaça cravejada de diamantes da nossa presidente Dilma Rousseff, com valor de aproximadamente R$200 mil.

Só para comprovar o que já temos dito, matéria da Folha de São Paulo da última quarta-feira (11/07).


EUA reconhecem cachaça brasileira e se preparam para "boom" da bebida

Após aprenderem a pronunciar a palavra cachaça e se encantarem com a caipirinha, os Estados Unidos estão prontos para mais um trago.

Pelo menos é o que decretou uma reportagem do "New York Times" sobre a bebida brasileira.

O jornal afirma que, após uma longa campanha dos produtores brasileiros, o governo americano iniciou o processo de reconhecimento do destilado de cana-de-açúcar, que antes era vendido por lá como "rum brasileiro".

"Sempre houve piadas de que o rum deveria se chamar 'cachaça caribenha' e não o contrário", afirmou à publicação Steve Luttmann, fundador da marca Leblon.

"Acho que haverá um grande 'boom' da cachaça", afirmou Martin Cate, dono de um bar em São Francisco, lembrando que o Brasil está na moda com a realização da Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 por aqui.

Entre as dificuldades citadas para a inserção da cachaça na cultura etílica americana está o fato de ela ainda ser associada exclusivamente à caipirinha.

"Ainda é sazonal", afirmou Luttmann. "Assim como a margarita e o mojito, as vendas aumentam no verão."

Segundo o jornal, isso vem sendo combatido por bares do país, que vêm inventando novas receitas, e pelos produtores, que estão fazendo chegar por lá cachaças envelhecidas e de melhor qualidade.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dicas para degustar sua cachaça


Cachaça tem que ser de boa qualidade. E na hora de escolher sua caninha, alguns cuidados devem ser tomados. Mais: degustar não é se embebedar e o verdadeiro prazer na hora de consumir o destilado envolve vários de nossos sentidos.

Na degustação é necessário aguçar a visão, em seguida o olfato e depois o paladar. Então vamos lá: a cachaça deve ser límpida, transparente, brilhante e não deve conter nenhum tipo de substância sólida. Você poderá perceber pelas embalagens transparentes. No rótulo, fique atento às principais informações, como teor alcoólico, fabricante, tempo de envelhecimento e a madeira, no caso desse tipo de cachaça. Não se esqueça de verificar se ela está registrada no Ministério da Agricultura.

Ainda pela visão é possível analisar a viscosidade da bebida quando é servida. Ao girá-la no copo, levando a bebida até a borda, é interessante que se forme uma película oleosa, quanto maior o tempo para escorrer, melhor a cachaça.

Quanto ao aroma, ele contém três componentes: o primário, proveniente da cana-de-açúcar; secundário, do processo fermentativo; terciário, proveniente do envelhecimento. Deve ser suave e delicado, jamais agressivo.

Agora sim, chegou a hora do paladar! Nesse momento a língua é imprescindível, sente-se o gosto adocicado na ponta, ácido nas bordas e amargo na parte posterior. Coloca-se então um gole na boca e o movimenta, de forma que atinja toda extensão da língua e da boca.

Aprendeu tudo? Agora é só degustar! E você, tem alguma dica ou hábito na hora de tomar a cachaça? Conte pra gente!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Cachaça também é cultura: “A Verdadeira História da Cachaça”


Você já deve ter ouvido uma porção de contos, causos, verdades, mitos e lendas sobre a cachaça e seus consumidores. 



O que você talvez não tenha ficado sabendo é que muitas dessas histórias estão registradas, esclarecidas e desmitificadas no livro “A Verdadeira História da Cachaça”, de Messias S. Cavalcante. 

O livro traz detalhes de todo o processo de fabricação, armazenamento e consumo da bebida, além de reconstruir e mostrar toda a influência que os índios, africanos e colonizadores tiveram na produção e popularização da caninha

Na busca de respostas pela origem da cachaça é traçado também um histórico da colonização do Brasil, da implantação dos engenhos, entre outros. Fala-se inclusive do papel da Igreja Católica na época que, embora combatesse o uso de bebidas alcoólicas, vários religiosos possuíam engenhos que produziam aguardente. Em alguns casos, a caninha era usada até na catequização dos índios. 

Messias, apreciador e pesquisador apaixonado pelo nosso destilado, mostra que a bebida genuinamente brasileira tem passado por um processo de valorização dentro do país. Se antes ela era vista como típica dos “butequeiros”, hoje é consumida por apreciadores de bebidas sofisticadas. Consequentemente, sua popularidade tem aumentado cada vez mais fora do país, sendo apreciada em todo o mundo, usada na culinária e na harmonização com diferentes pratos. 

“Olha, se quer dizer apreciador de cachaça, eu me considero um cachaceiro, com muito orgulho!” diz Messias Cavalcante, que está no Guinness Book, como detentor da maior coleção de cachaças do mundo. 

Cachaça também é cultura e tema de vários livros e pesquisas. E você, tem alguma indicação? Deixe nos comentários!