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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Mercado de cachaça no programa Bom dia Campo do Canal Rural.


Clube do Alambique falando do mercado de cachaça no programa Bom dia Campo do Canal Rural. Entrevista do reconhecimento da valorização da cachaça no mundo! Para quem ainda não viu, colocamos aqui a matéria que o Bom dia Campo do Canal Rural. 

Confira a excelente matéria que, além de muita informação sobre cachaça, em entrevistas com o Clube do Alambique.

Mercado de cachaça brasileira cresce no mundo.

Mercado da cachaça e as oportunidades da Copa do Mundo 2014

Estima-se que existam cerca de 40.000 produtores, com uma média de 4.000 marcas de cachaça no país. Especialista Ariana Gomes de Souza trabalha na disseminação da bebida para os diferentes públicos.
Poucas coisas fazem parte da cultura e história brasileiras há tanto tempo e com a mesma intensidade quanto a cachaça. O principal ingrediente da caipirinha leva o nome, os sabores e os aromas do nosso país mundo afora.
A despeito do preconceito ainda existente com relação ao destilado nacional, o produto nunca esteve tão em alta. Hoje, a bebida é saboreada no Brasil e no mundo por pessoas de diferentes classes sociais e poder aquisitivo. Os apreciadores exigentes descobriram o prazer de degustar uma boa cachaça.
O setor de cachaça movimenta por ano cerca de R$ 7 bilhões nas estimativas do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CRBC). No entanto, alguns velhos hábitos estão sendo mudados com o tempo. Enquanto a indústria de cerveja investe R$ 600 milhões em marketing, a cachaça investe R$ 25 milhões. Deste valor, 90% é da cachaça industrial, segundo dados do CRBC.
Os produtores esperam que a Copa do Mundo de 2014 represente o mesmo que a edição de 1986 foi para o México. O Mundial marcou o reconhecimento internacional da tequila como bebida tipicamente mexicana.
É pensando neste novo panorama que o Clube do Alambique viaja o Brasil e seleciona, por meio de pesquisa e avaliação, cachaças de excelência de diversos produtores.
Entre as iniciativas de promoção da bebida brasileira, o Clube faz parcerias com bares, restaurantes e empórios promovendo a troca de informações, experiências e sensações relacionadas à cachaça. Oferece ainda dicas sobre harmonização da bebida com diferentes tipos de pratos, os elementos da análise sensorial da cachaça e seu uso na culinária e em drinques.

 Informações e números sobre a cachaça:

·  Estima-se que existam cerca de 40.000 produtores, com uma média de 4.000 marcas de cachaça no país, que, juntos, exportam para um mercado que engloba entre 50 e 60 países. O principal deles é o europeu, com destaque para a Alemanha.
·  Em abril de 2012 houve uma troca de cartas assinadas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Ron Kirk. Por meio disso, os Estados Unidos se comprometeram a reconhecer a cachaça como produto exclusivo e tipicamente brasileiro. Em contrapartida, o Brasil faria o mesmo com os uísques Bourbon e Tenessee.
·  Segundo dados do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), a indústria produz cerca de 1,2 bilhão de litros desta bebida por ano. Em 2012, 8 milhões de litros foram exportados, o equivalente a 0,66% do total.
·  Em 11 de abril de 2013, a cachaça passou a ser comercializada como produto exclusivamente brasileiro nos EUA.

·  Os produtores esperam que a Copa do Mundo de 2014 represente o mesmo que a edição de 1986 foi para o México. O Mundial marcou o reconhecimento internacional da tequila como bebida tipicamente mexicana.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Mercado da cachaça e as oportunidades da Copa do Mundo 2014


Estima-se que existam cerca de 40.000 produtores, com uma média de 4.000 marcas de cachaça no país. Especialista Ariana Gomes de Souza trabalha na disseminação da bebida para os diferentes públicos

Poucas coisas fazem parte da cultura e história brasileiras há tanto tempo e com a mesma intensidade quanto a cachaça. O principal ingrediente da caipirinha leva o nome, os sabores e os aromas do nosso país mundo afora.
A despeito do preconceito ainda existente com relação ao destilado nacional, o produto nunca esteve tão em alta. Hoje, a bebida é saboreada no Brasil e no mundo por pessoas de diferentes classes sociais e poder aquisitivo. Os apreciadores exigentes descobriram o prazer de degustar uma boa cachaça.
O setor de cachaça movimenta por ano cerca de R$ 7 bilhões nas estimativas do Centro Brasileiro de Referência da Cachaça (CRBC). No entanto, alguns velhos hábitos estão sendo mudados com o tempo. Enquanto a indústria de cerveja investe R$ 600 milhões em marketing, a cachaça investe R$ 25 milhões. Deste valor, 90% é da cachaça industrial, segundo dados do CRBC.
Os produtores esperam que a Copa do Mundo de 2014 represente o mesmo que a edição de 1986 foi para o México. O Mundial marcou o reconhecimento internacional da tequila como bebida tipicamente mexicana.
É pensando neste novo panorama que o Clube do Alambique viaja o Brasil e seleciona, por meio de pesquisa e avaliação, cachaças de excelência de diversos produtores.
Entre as iniciativas de promoção da bebida brasileira, o Clube faz parcerias com bares, restaurantes e empórios promovendo a troca de informações, experiências e sensações relacionadas à cachaça. Oferece ainda dicas sobre harmonização da bebida com diferentes tipos de pratos, os elementos da análise sensorial da cachaça e seu uso na culinária e em drinques.

Informações e números sobre a cachaça:
·         Estima-se que existam cerca de 40.000 produtores, com uma média de 4.000 marcas de cachaça no país, que, juntos, exportam para um mercado que engloba entre 50 e 60 países. O principal deles é o europeu, com destaque para a Alemanha.
·         Em abril de 2012 houve uma troca de cartas assinadas pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Ron Kirk. Por meio disso, os Estados Unidos se comprometeram a reconhecer a cachaça como produto exclusivo e tipicamente brasileiro. Em contrapartida, o Brasil faria o mesmo com os uísques Bourbon e Tenessee.
·         Segundo dados do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), a indústria produz cerca de 1,2 bilhão de litros desta bebida por ano. Em 2012, 8 milhões de litros foram exportados, o equivalente a 0,66% do total.
·      Em 11 de abril de 2013, a cachaça passou a ser comercializada como produto exclusivamente brasileiro nos EUA.
·         Os produtores esperam que a Copa do Mundo de 2014 represente o mesmo que a edição de 1986 foi para o México. O Mundial marcou o reconhecimento internacional da tequila como bebida tipicamente mexicana.  

Sobre o Clube do Alambique
A história da empresa tem origem nos anseios do senhor Adelmo Francisco Silva, homem simples e empreendedor, que transformou as terras de sua família numa propriedade fértil, gerando retorno e sustento.
Sua neta Ariana acompanhou as pesquisas, viagens e projetos que originou o seu último empreendimento, iniciado em 2006 com a plantação do canavial e construção de um alambique de excelência. Em 2008, produziu a primeira safra de uma bebida típica brasileira, reconhecida e apreciada internacionalmente: a cachaça.
Em 2009, com a partida prematura do patriarca, a neta abraçou o sonho do avô, fez o curso de mestre alambiqueiro e iniciou sua caminhada no mundo da cultura da cachaça.
Ariana uniu-se à irmã Anita Flávia e fundou o Clube do Alambique, com o propósito de disseminar a cultura da apreciação do destilado, promover o encontro de produtores, especialistas e apreciadores da bebida brasileira, oferecer safras com alta qualidade, selecionadas em todo Brasil.
Com objetivo de comercializar as cachaças selecionadas pelo Clube do Alambique, as irmãs fundam em 23 de julho de 2010 a empresa Três Paixões do Brasil, selando no nome as três grandes paixões que o querido avô Adelmo cultivou: VIDA, FAMÍLIA, e AMIGOS!

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Clube do Alambique na Expocachaça Dose Dupla 2013

Cachaça é bom demais. Cachaça em dose dupla nem se fala! 

É por isso que o Clube do Alambique participou da Expocachaça Dose Dupla 2013. O evento, que está em sua 23ª edição, aconteceu entre os dias 3 e 8 de setembro no Mercado Municipal Paulistano, o popular “Mercadão”.

Além de promover a degustação da caninha e prestigiar o evento, o Clube também esteve presente com seus produtores parceiros nesta festa de celebração da bebida nacional.

ExpoCachaça Dose Dupla é a versão paulista da mais importante feira brasileira de cachaça, realizada há 16 anos em Minas Gerais.

Ao longo desses anos de realização, a Expocachaça vem cumprindo importante papel na valorização da cultura do nosso destilado e reúne, anualmente, todos os que se dedicam à produção, comercialização, estudo e desenvolvimento tecnológico do agronegócio da cachaça e da cana-de-açúcar.

Para conferir mais fotos do evento, acesse nossa Fan Page pelo link - http://goo.gl/SeMMjP





quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Degustações em Brasília


Na última semana, mostramos para você que o Clube chegou a Brasília e levou muita cachaça boa na mala!

Entre as iniciativas de promoção da bebida brasileira, o Clube faz parcerias com bares, restaurantes e empórios promovendo a troca de informações, experiências e sensações relacionadas à cachaça. Oferece ainda dicas sobre harmonização da bebida com diferentes tipos de pratos, os elementos da análise sensorial da cachaça e seu uso na culinária e em drinques.

Deu vontade, né?

Confira então algumas fotos das degustações que fizemos no Bar Simpsons e no Bar do Piauí na última semana. Quer ver outras fotos? Dê um pulinho na nossa Fan Page!


















sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Clube do Alambique faz degustação de cachaças no Bar Simpsons


Empresa promove a troca de informações sobre o destilado nacional aproveitando o Dia Nacional da Cachaça, comemorado em 13 de setembro


Ampliando sua atuação na disseminação da cachaça, o Clube do Alambique inicia sua atuação em Brasília e promove degustação da bebida hoje no Bar Simpsons, das 20h30 às 21h30.

Entre as iniciativas de promoção da bebida brasileira, o Clube faz parcerias com bares, restaurantes e empórios promovendo a troca de informações, experiências e sensações relacionadas à cachaça. Oferece ainda dicas sobre harmonização da bebida com diferentes tipos de pratos, os elementos da análise sensorial da cachaça e seu uso na culinária e em drinques.

“Nosso propósito é difundir a cultura da apreciação da bebida, quebrando vários tabus ao mesmo tempo, mostrando que não é só ‘bebida de homem’ e que pode sim combinar com o universo feminino”, conta a proprietária do Clube do Alambique, Ariana Gomes de Souza.


Sobre o Clube do Alambique

A história da empresa tem origem nos anseios do senhor Adelmo Francisco Silva, homem simples e empreendedor, que transformou as terras de sua família numa propriedade fértil, gerando retorno e sustento.

Sua neta Ariana acompanhou as pesquisas, viagens e projetos que originou o seu último empreendimento, iniciado em 2006 com a plantação do canavial e construção de um alambique de excelência. Em 2008, produziu a primeira safra de uma bebida típica brasileira, reconhecida e apreciada internacionalmente: a cachaça.

Em 2009, com a partida prematura do patriarca, a neta abraçou o sonho do avô, fez o curso de mestre alambiqueiro e iniciou sua caminhada no mundo da cultura da cachaça.

Ariana uniu-se à irmã Anita Flávia e fundou o Clube do Alambique, com o propósito de disseminar a cultura da apreciação do destilado, promover o encontro de produtores, especialistas e apreciadores da bebida brasileira, oferecer safras com alta qualidade, selecionadas em todo Brasil.

Com objetivo de comercializar as cachaças selecionadas pelo Clube do Alambique, as irmãs fundam em 23 de julho de 2010 a empresa Três Paixões do Brasil, selando no nome as três grandes paixões que o querido avô Adelmo cultivou: VIDA, FAMÍLIA, e AMIGOS!
Degustação de cachaças do Clube do Alambique
Data: sexta-feira, 30/08, das 20h30 às 21h30 
Local: Bar Simpsons – Quadra 307 Sul

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Clube do Alambique chega a Brasília para fomentar a disseminação da cultura da cachaça


Empresa promove a troca de informações e experiências sobre o destilado nacional


Produto reconhecidamente brasileiro, a cachaça tem se tornado, cada vez mais, sinônimo de boas oportunidades dentro e fora do país. Os produtores esperam que a Copa do Mundo de 2014 represente o mesmo que a edição de 1986 foi para o México. O Mundial marcou o reconhecimento internacional da tequila como bebida tipicamente mexicana. Ampliando sua atuação na disseminação da cachaça, o Clube do Alambique chega a Brasília e ratifica o trabalho já reconhecido em São Paulo.

A despeito do preconceito ainda existente com relação ao destilado nacional, o produto nunca esteve tão em alta. Hoje, a bebida é saboreada no Brasil e no mundo por pessoas de diferentes classes sociais e poder aquisitivo. Os apreciadores exigentes descobriram o prazer de degustar uma boa cachaça.

É pensando neste novo panorama que o Clube do Alambique viaja o Brasil e seleciona, por meio de pesquisa e avaliação, cachaças de excelência de diversos produtores.

Segundo Ariana Gomes de Souza, proprietária do Clube do Alambique, Brasília possui um mercado estratégico para promoção da bebida nacional. “Estávamos estudando a possibilidade de implementar nosso trabalho em vários Estados, em especial os que receberão a Copa do Mundo. Percebemos que a capital nacional possui poucos rótulos na maioria dos estabelecimentos, queremos divulgar as cachaças selecionadas pelo país e fazer com que outros brasileiros conheçam a grande diversidade e qualidade da bebida nacional”, conta. A empresária lembra, ainda, que a chegada à capital federal coincide com o Dia Nacional da Cachaça, celebrado em 13 de setembro. "É uma oportunidade para brindarmos a data, marcando nossa presença na região".

Entre as iniciativas de promoção da bebida brasileira, o Clube faz parcerias com bares, restaurantes e empórios promovendo a troca de informações, experiências e sensações relacionadas à cachaça. Oferece ainda dicas sobre harmonização da bebida com diferentes tipos de pratos, os elementos da análise sensorial da cachaça e seu uso na culinária e em drinques.

“Contamos também com carta de cachaça em inglês e português, de modo a unir diversos públicos – leigos e apreciadores –, temos ainda a proposta de fazer um trabalho de disseminação, promovendo a venda contínua da bebida dos pequenos produtores que têm dificuldades comerciais e de divulgação da cultura da mesma”, comenta Ariana.

Segundo dados do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), são produzidos cerca de 1,2 bilhão de litros de cachaça no Brasil anualmente. Em 2012, pouco mais de 8 milhões de litros foram exportados, aproximadamente 0,66% do total. Os produtores esperam que o reconhecimento da cachaça como bebida exclusivamente brasileira por parte dos EUA no último ano, impulsione as exportações do destilado da cana-de-açúcar.


Sobre o Clube do Alambique

A história da empresa tem origem nos anseios do senhor Adelmo Francisco Silva, homem simples e empreendedor, que transformou as terras de sua família numa propriedade fértil, gerando retorno e sustento.


Sua neta Ariana acompanhou as pesquisas, viagens e projetos que originou o seu último empreendimento, iniciado em 2006 com a plantação do canavial e construção de um alambique de excelência. Em 2008, produziu a primeira safra de uma bebida típica brasileira, reconhecida e apreciada internacionalmente: a cachaça.

Em 2009, com a partida prematura do patriarca, a neta abraçou o sonho do avô, fez o curso de mestre alambiqueiro e iniciou sua caminhada no mundo da cultura da cachaça.

Ariana uniu-se à irmã Anita Flávia e fundou o Clube do Alambique, com o propósito de disseminar a cultura da apreciação do destilado, promover o encontro de produtores, especialistas e apreciadores da bebida brasileira, oferecer safras com alta qualidade, selecionadas em todo Brasil.

Com objetivo de comercializar as cachaças selecionadas pelo Clube do Alambique, as irmãs fundam em 23 de julho de 2010 a empresa Três Paixões do Brasil, selando no nome as três grandes paixões que o querido avô Adelmo cultivou: VIDA, FAMÍLIA, e AMIGOS!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Confraria de Cachaça em Itaquaquecetuba


Você já conhece o Clube. Já sabe que selecionamos safras de cachaça do Brasil inteiro e as levamos para diferentes mercados. Deve saber também que fazemos um trabalho de disseminação da cultura de apreciação da caninha.

Com base nisso, organizamos as Confrarias de cachaças com nossos parceiros, levando esta cultura tão rica para diferentes públicos!

Sabemos que o destilado nacional tem potencial para ganhar o mundo e temos observado isso cada vez mais em nossos eventos. Quer mais provas? Veja algumas fotos da nossa última Confraria, realizada no dia 6 de julho em parceria com o Museu da Cachaça Roda D’Água.


Para outras informações sobre o evento, confira aqui mesmo no nosso blog. Já para mais fotos, veja o álbum na nossa Fan Page!






quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Da cabaça à taça


O amigo e mestre Jairo Martins dá uma aula da história da cachaça, mostra toda sua paixão pela bebida e entre suas preferidas aparece a nossa parceira Sanhaçu em uma viagem de sabores pelo Brasil. “A Retiro Velho, de Minas Gerais; a Sanhaçu, de Pernambuco; a Da Quinta, no Rio de Janeiro e a Weber Haus, no Rio Grande do Sul”, elenca o cachacista

Em matéria da Revista Dinheiro Rural, Martins conta como se iniciou no universo da cachaça e da importância do trabalho de disseminação da nossa cultura em diferentes partes do Brasil e do mundo. Mesmo trabalho desempenhado pelo Clube do Alambique! Confira a matéria.


Da cabaça à taça

Beber cachaça pode ser tão chique quanto degustar um uísque escocês. É isso que os fabricantes da bebida pretendem mostrar aos consumidores brasileiros. 



Alécia Pontes

Ela é uma trepadeira que cresce no campo, tem flores amarelas e dá frutos. Conhecido como cabaça ou porongo, depois de seco, esse fruto serve de vasilha para alimento, moringa d’água, amplificador de som e já foi até citado em obras de literatura como Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa. Mas no Campo, a utilidade mais apreciada para uma cabaça é servir de recipiente para beber uma boa cachaça. Ou, como preferem outros, a abençoada, a abrideira, birita, mandureba, mé e queima goela. O fato é que a cachaça está saindo cada vez mais da cabaça e indo para a taça, um movimento que pode ser facilmente comprovado nas grandes cidades do País. “Beber cachaça é tão chique quanto degustar um uísque escocês”, diz o pernambucano Jairo Martins da Silva, um especialista na bebida. Na primeira semana de setembro ele acompanhou a Dinheiro Rural em um passeio pelo Mercadão Municipal de São Paulo, durante a 21ª Feira e Festival Internacional da Cachaça, a ExpoCachaça Dose Dupla. A feira, realizada desde 1998, em belo Horizonte, no mês de junho, acontece pela segunda vez na capital paulista. Entre garrafas, frutas, verduras e carnes, Martins da Silva fez o que mais gosta: falar da sua bebida preferida e contar histórias. Claro, sobre ela, a cachaça.


Martins da Silva nem sempre foi um sommelier de cachaça, ou melhor, cachacista, como gosta de ser chamado. Engenheiro eletrônico de formação, ele era diretor da Siemens, multinacional alemã do setor de engenharia elétrica e eletrônica, para quem trabalhou no Brasil e na Alemanha, quando resolveu trocar, em 1995, o mundo das gravatas e viagens internacionais por uma taça de cachaça e roteiros nem sempre confortáveis pelo interior do País. “Queria tempo para mostrar que a bebida pode ter qualidade e ser degustada tanto quanto os destilados mais apreciados no mundo”, diz. “Os árabes têm o arak, os italianos a grappa, os escoceses o uísque, os russos a vodca, os japoneses o saquê. Então, viva a cachaça.” 

Desde que transformou esse bordão em estilo de vida o cachacista frequentou inúmeros cursos de análise sensorial produção de destilados e sistema de certificação de bebidas no Brasil, Alemanha e Áustria. Hoje ele se dedica à divulgação da cachaça, especialmente no País. Na sua rotina estão degustações, cursos, conferências e aulas em universidades, como na Anhembi Morumbi, em São Paulo.

No dia 8 de setembro, Martins da Silva era um dos palestrantes da ExpoCachaça. Ele foi falar sobre a arte de harmonizar a bebida na gastronomia. O cachacista também figura como personalidade de destaque em instituições como o Instituto Brasileiro da Cachaça, além de ser consultor especial da Câmera Setorial da Cachaça, do Ministério da Agricultura. Martins da Silva é também um literato. Em 2006, ele publicou o livro Cachaça: o mais brasileiro dos prazeres , no qual aborda as peculiaridades do destilado. E, olha que não são poucas. A bebida pode ser descansada, branca, nova, prata ou tradicional; envelhecida, amarela ou ouro; premium, extra premium, reserva especial ou adoçada.

A cachaça é a denominação exclusiva da aguardente de cana-de-açúcar produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38% a 48% em volume, a 20°C. ela é resultado da destilação do mosto fermentado do caldo de cana, podendo ainda ter seis gramas de açúcares por litro. Para adquirir características como cor, aroma e paladar, a cachaça deve descansar de dois a quatro meses para, só então, ser engarrafada ou envelhecida em toneis de madeira. São Paulo é o Estado que mais produz a cachaça industrial. Minas Gerais concentra a produção artesanal, que representa cerca de 10% do total, de 1,5 bilhão de litros processados em 2011. No País há cerca de 40 mil produtores da bebida. “Existem mais de quatro mil marcas industriais e artesanais no País”, afirma Martins da Silva. “Eu tenho as minhas prediletas”. E vai logo elencando, na forma de um roteiro pelo País: a Retiro Velho, de Minas Gerais; a Sanhaçu, de Pernambuco; a Da Quinta, no Rio de Janeiro; Weber Haus, no Rio Grande do Sul.

É justamente nas marcas artesanais que Martins da Silva aposta para mudar o conceito de marginalidade que a bebida, geralmente associada a um produto de categoria inferior, apreciada por consumidores de menor poder aquisitivo, ainda tem no País. O consumo anual per capita de 9,4 litros está concentrado majoritariamente nas classes C e D. Segundo o cachacista, para mudar de vez esse cenário, o País precisa de padronização de processos de produção, para dar garantias ao consumidor. “Falta, também, mais marketing associando a bebida à nossa cultura”, diz. 

Tempo de convivência com a cachaça é o que não falta. Foi das mãos de escravos africanos, de imigrantes portugueses e de índios, no início da história do Brasil, que nasceu a bebida que mais simboliza o espírito descontraído do brasileiro. “Durante os movimentos separatistas ocorridos no período da colonização portuguesa, a cachaça era símbolo de nacionalismo e democracia”, diz Martins da Silva. Em 1789, os intelectuais sacerdotes e militares, envolvidos na Inconfidência Mineira, consumiam cachaça para demonstrar patriotismo, renegando os produtos vindos de Portugal. “Na Revolução Pernambucana de 1817, a cachaça também foi símbolo de protesto contra o domínio português.”

No entanto, o prestígio da bebida foi por terra após a libertação dos escravos em 1888. Por causa de seu baixo preço, era fácil um negro liberto arrumar algumas moedas para uma dose. Em muitos casos a cachaça passou a servir de lenitivo para os que perambulavam pelas ruas. “Essa época foi a responsável pela fama negativa da cachaça”, afirma Martins da Silva.

Depois disso, foram séculos de marginalização e descriminalização. Somente a partir da metade da década de 1980, com os avanços tecnológicos e com a globalização da economia, as técnicas agrícolas e produtivas – especialmente em Minas Gerais – permitiram a elaboração de cachaças de qualidade. Uma delas é a Cachaça Pendão da fazenda Xodó, em Itatiaiuçu, distante 70km de Belo Horizonte. Na ExpoCachaça, a marca foi premiada entre as melhores bebidas inscritas em uma degustação que reuniu 67 cachaças superiores. Giovanni Viotti, dono da Xodó, conta que a bebida é um engócio de família desde 1992, quando o alambique começou a tomar o espaço das vacas leiteiras da fazenda. “Como nasceu dentro de casa, ela levou o apelido de meu pai, José Onofre, que era chamada de Pendão”, diz. “E assim ficou”.

A cachaça, hoje, é o principal produto da fazenda. Ela pode ser envelhecida em toneis de madeira de amburana, de carvalho ou a mais comum, a bidestilada e armazenada em garrafa transparente, ideal para o preparo de drinques e caipirinhas. Mas, o verdadeiro xodó dos Viotti é a Pendão Black Diamond, lançada neste ano.
A Black Diamond leva a assinatura do Master Blender, Armando del Bianco, que selecionou toneis com capacidade de encorpar a bebida com aromas de madeira, frutas, creme e baunilha. O investimento para sua elaboração foi de R$500 mil, com produção limitada a 500 garrafas por lote. Viotti diz que a expectativa de crescimento da empresa com a nova bebida é triplicar o faturamento. “Queremos conquistar as pessoas com uma bebida de textura suave e aromas riquíssimos”, afirma. Uma garrafa da cachaça custa pelo menos R$350. A produção total da marca é de 600 mil litros por ano.

Imagens: Agência IstoÉ

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cachaça conquista a cultura do cocktail


Será que ainda tem gente que não acredita que nossa bebida é muito apreciada no mundo todo?

A cachaça é degustada de diferentes formas em vários países. Agora, mais uma conquista para a nossa caninha: ela está cada vez mais conquistando a cultura do cocktail.

Além de conhecer a importância e uso de nossa bebida lá fora, fica também a dica de diferentes de drinks! Veja na matéria do New York Times.


Cachaça conquista a cultura do cocktail 


ROBERT SIMONSON
DO "NEW YORK TIMES"

Enquanto o Brasil se prepara para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, o seu elixir nacional, a cachaça, pode estar prestes a entrar em uma nova fase.

Após uma longa campanha dos produtores da aguardente e do governo brasileiro, os Estados Unidos decidiram iniciar um processo que leve ao reconhecimento do tradicional destilado de cana como uma bebida à parte.

Assim, os fabricantes não serão mais obrigados a rotularem seu produto como "Brazilian rum".

Além disso, em maio, a Diageo, conglomerado gigante do setor de bebidas, jogou sua força internacional por trás da Ypióca, terceira maior marca de cachaça do Brasil, que foi adquirida por cerca de US$ 470 milhões.

"Acho que isso [realização da Copa e da Olimpíada no Brasil] será uma grande dádiva para a cachaça", afirmou Martin Cate, dono do Smuggler's Cove, um "tiki bar" (bar especializado em coquetéis, com temática tropical) em San Francisco.

Mas antes, a cachaça terá de se livrar da associação com a caipirinha, que lhe rende a fama de "destilado de um drinque só".

A moda dos "tiki bars" nos últimos anos é uma oportunidade para isso. É que a bebida se encaixa facilmente no exótico mundo dos "tikis", encharcados de rum.

No Lani Kai, no bairro nova-iorquino do SoHo, Julie Reiner faz o Triângulo das Bermudas misturando cachaça com suco de limão, calamansi (pequena fruta cítrica nativa das Filipinas), leite de coco e suco de lichia.

O PKNY, em Manhattan, vende o Don Gorgon, combinando a aguardente com Aperol, suco de limão siciliano e xarope simples, e coroando a mistura com água com gás e canela ralada.

O Smuggler's Cove, por sua vez, serve uma batida de coco, cachaça e gelo picado.

"A maioria dos bares de coquetéis hoje em dia tem no cardápio um coquetel de cachaça que não a caipirinha", disse a mixologista (profissional especialista em coquetéis) Aisha Sharpe.

A melhora na qualidade também contribui para ampliar a reputação da aguardente.

"Há essa percepção de que a cachaça é tipo um combustível para foguetes", disse Steve Luttmann, fundador da marca Leblon.

"Era algo meio merecido, porque as que vimos inicialmente eram mais industriais."

No Smuggler's Cove, o coquetel El Draque usa um tipo de destilado que muitos americanos nem sabem que existe: a cachaça envelhecida.

"Como a maioria dos bartenders nunca foi ao Brasil, eles não sabem do grande papel que as cachaças envelhecidas desempenham na cultura", disse Dragos Axinte, cuja cachaça Novo Fogo é mantida por dois anos em barris antes usados em bourbons.

Isso pode mudar em breve. Matti Anttila, presidente da Cabana Cachaça, cogita lançar a partir de 2013 uma linha inédita de aguardentes envelhecidas em madeiras brasileiras.

A São, marca orgânica lançada em 2011, também terá um produto envelhecido dentro de mais ou menos um ano.

E a Leblon pretende lançar a sua versão em outubro.

Luttmann vê a versão envelhecida, que no Brasil é tomada pura, como solução para a limitada imagem da cachaça como bebida famosa para o calor.

"É como a margarita e o mojito: quando é verão, as vendas sobem."

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Curso no Boteco Brasil

Continuando com nossos cursos, ontem (27/08) demos uma passada pelo parceiro Boteco Brasil, nos Jardins, em São Paulo. Lá divulgamos um pouco da cultura de valorização e apreciação da cachaça.

Entre outros temas, nossas apresentações falam sobre a avaliação sensorial e classificação de diferentes tipos cachaças; orientações sobre a harmonização do destilado com diversos pratos do restaurante; disseminação do bem saborear e valorizar a bebida típica do Brasil; orientações aos garçons e equipe dos estabelecimentos sobre serviços relacionados ao produto, entre outros.

O Boteco Brasil é um típico bar de happy hour. O ambiente agradável é uma boa pedida para relaxar com os amigos, colocar a conversa em dia, apreciar boa comida e bebida. Além disso, é o único bar do Brasil que conta com a CABINE CORNOFÔNICA, que simula o ambiente que você quer, sem que a pessoa no telefone saiba onde você está.

Ficou curioso para conhecer o Boteco Brasil? Conheça o site http://botecobrasil.com.br/

Ficou interessado por nossos cursos e palestras? Confira outras fotos aqui e entre em contato para levar ao seu estabelecimento!







quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cachaça também é cultura: o mais brasileiro dos prazeres

Você a prefere branquinha ou amarelinha? Fraca ou forte? Adocicada ou mais ácida? Independentemente da forma que goste mais, cachaça é sempre um prazer. Mais: é um hábito cultural, social, de liberdade e brasilidade.

No livro “Cachaça, o mais brasileiro dos prazeres”, Jairo Martins da Silva traz informações importantes sobre a bebida, fazendo de seu livro, uma das obras mais completas sobre o prazeroso destilado.

Professor, engenheiro, estudioso e especialista autodidata no tema, o autor oferece ao leitor uma viagem ao mundo da cachaça, passando pela origem, história, importância, gastronomia, harmonização, influência sócio-cultural, e muito mais.

Saída da senzala no período colonial, a bebida enfrentou preconceito desde o começo da história de nosso país. Foi até proibida pela coroa portuguesa porque sua popularidade atrapalhava as vendas de bebidas fabricadas em Portugal. Hoje, o produto é apreciado e procurado no mundo todo.

E aí, ficou com vontade? O livro é para ser degustado como uma boa cachaça: aos poucos, absorvendo cada sabor diferente e prazeroso!

Confira o vídeo que o Mapa da Cachaça fez com o professor, em que ele fala sobre como surgiu seu interesse pela bebida e o processo de escrita do livro.




terça-feira, 10 de julho de 2012

Cachaça é artesanato!

Cachaça é cultura, certo?

Caninha de alambique é coisa artesanal, feita com enorme cuidado na escolha da cana, no plantio, colheita, fermentação, destilação, engarrafamento, etc. É muita atenção e esmero para que o consumidor final tenha sempre o melhor produto à mesa.

A cachaça Sanhaçu é a primeira com certificado de “orgânica” do Estado de Pernambuco. E para mostrar ainda mais que é trabalho de artesão, feito com capricho, nossa caninha selecionada está participando da XIII Feira Nacional de Negócios do Artesanato – Fenearte, que acontece de 06 a 15 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco.

Nós já falamos da feira aqui. Esta edição é marcada pela homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Olha só como está bonito o estande de nossa deliciosa parceira!

Quer saber mais sobre a Sanhaçu e a Fenearte? Acesse os sites:

http://www.sanhacu.com.br/

http://www.fenearte.pe.gov.br/2012/

XIII FENEARTE

Data: de 06 a 15 de julho
Local: Centro de Convenções de Pernambuco
Horário de funcionamento: das 14h às 22 horas
Horário ampliado nos dias 08, 13, 14 e 15: das 10h às 22h


O artista plástico pernambucano Jaime Nicola
também conferiu o estande!



Elk Barreto e as cachaças Sanhaçu


terça-feira, 26 de junho de 2012

Um gole para o santo? Conheça o hábito!



Junho é mês de Santo Antônio, São João, São Pedro, entre outros. O que faz lembrar uma coisa: afinal, de onde vem e o que significa o hábito de se dar um gole de cachaça ao santo?

O ritual já faz parte de nossa cultura há tanto tempo que fica até difícil encontrar suas raízes. No entanto, essa não é uma tradição exclusivamente nacional. Mais: é importada!

Voltando bastante na história, encontramos um ritual conhecido como Libação, criado por gregos e romanos, que consistia em derramar vinho, perfumes ou água no chão ou em altares como oferenda aos deuses. Seu objetivo era “acalmar” os deuses, para que eles trouxessem harmonia, fartura e felicidade aos lares. Os clássicos de Homero (Ilíada, Odisséia), Petrônio (Satyricon) e até a Bíblia citam o ato.

Os portugueses aprenderam com gregos e romanos e trouxeram para o Brasil! Os padres jesuítas tiveram forte papel na colonização brasileira, inclusive na produção e difusão da cachaça. Incentivavam o consumo da bebida e ato da Libação, pedindo proteção aos santos.

Apesar de algumas mudanças, o hábito continua e outros são incorporados. Muitos oferecem ao santo depois de beber e muitos mantêm o ritual de fazer cara feia depois de sorver, “para espantar o Diabo”.

Cachaça é cultura, religião, costumes e muito mais! E você, tem seu hábito e não larga mão? Conte pra gente!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Receita: bala de cachaça



Jânio Quadros provavelmente não conhecia essa receita! Quando indagado por um repórter a respeito dos motivos do ex-presidente beber, respondeu com seu bom humor característico: “Bebo porque é líquido. Se sólido fosse, comê-lo-ia”.

A frase já entrou para a cultura nacional e vira e mexe algum cachacista solta essa pérola por aí.

Jânio talvez não tenha ficado sabendo que a cachaça pode ser comida sim. E mais, pode ser sólida! A dica dessa vez é Bala de Cachaça. Confira:

Ingredientes:

3 pacotes de gelatina em pó sem sabor colorida (36g)

1/2 xícara (chá) de água fria

1 xícara (chá) de água quente

1/2 Kg de açúcar refinado

1 xícara (chá) de cachaça

1 colher (café) de baunilha


Modo de preparo:

Em uma panela alta coloque a gelatina na água fria. Acrescente a água quente e mexa até dissolver. Leve ao fogo e acrescente o açúcar mexendo até que ferva e dissolva completamente. Desligue o fogo, junte a cachaça e a baunilha e misture. Despeje em um refratário molhado e leve para gelar por aproximadamente 12 horas. Corte os quadradinhos retire do refratário e passe no açúcar cristal.


Agora você já pode dizer que comeu cachaça!