quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Aula de campo com a Sanhaçu – Cachaça e rapadura

Nossa parceira Sanhaçu é uma agroindústria de derivados de cana de açúcarcachaça, rapadura, açúcar mascavo e mel de engenho – que abre suas portas para que turistas e estudantes conheçam uma autêntica produção artesanal em harmonia com o meio ambiente.

Atualmente desenvolve em paralelo com a produção orgânica e certificada, dias de agroturismo com o intuito de proporcionar educação ambiental, contato direto com o mundo rural, troca e proximidade com a natureza.
 Estudantes do ensino superior da região, turistas em grupo ou individuais estão convidados para conhecer a fazenda e o processo de produção. 

A Sanhaçu oferece visita guiada às dependências da fábrica, degustação dos produtos da agroindústria (cachaça apenas para os maiores de 18 anos – com permissão prévia da escola), aula sobre cachaça, lanche típico (caldo de cana com pão doce e bolo de bacia) e acesso à loja da fábrica.

Serviço: 
Todos os dias das 7 às 17h. Durante o período de safra (setembro a janeiro) é possível acompanhar a produção de cachaça, açúcar, rapadura e mel de engenho. Na entressafra os visitantes apenas terão acesso às instalações. 
O investimento é de R$5,00 por pessoa.
Outras informações: www.sanhacu.com.br / oto@sanhacu.com.br /(81) 3537-1413 / 9251-7447

Endereço:
Sanhaçu Cachaçaria Barreto Silva
Endereço: Sitio Valado s/nº
Chã Grande - Pernambuco

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Clube Alagoano da Cachaça

Está viajando pela região Nordeste do Brasil e quer participar de um grande evento com a caninha?

O Clube Alagoano da Cachaça fará seu próximo encontro esta semana em Barra de São Miguel e nossa parceira Gogó da Ema dará um toque especial ao evento.

Confira os petiscos de botequim, drinks e muita cachaça boa!


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Banana Flambada na Cachaça com Creme de Espinafre

Quem é fã da bebida já sabe: cachaça funciona de diferentes formas à mesa. É uma boa pedida para abrir o apetite antes da refeição e dá um toque especial ao prato principal e também na sobremesa. Harmoniza com doces e salgados e também pode ser usada no preparo desses pratos.

Quer mais uma prova? Confira receita simples e charmosa de Banana Flambada na Cachaça com Creme de Espinafre da Chef Elzinha Nunes. Bom apetite!





quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Irradiação da cachaça

Cientistas brasileiros conseguiram otimizar a produção da cachaça com o uso de radiação para envelhecer a bebida em poucos minutos. O método elimina o período do envelhecimento, que pode durar alguns anos. 

A diferença é que, depois de destilada, em vez de ir para os barris envelhecer, a cachaça já é engarrafada. Os recipientes com a bebida passam então por um aparelho chamado irradiador. Lá, as garrafas são atingidas por raios gama. Essa radiação ioniza os átomos da cachaça e desencadeia as reações químicas, que aconteceriam de forma bem mais lenta pelo método tradicional com a madeira. 

Ainda é restrita aos laboratórios, mas os pesquisadores acreditam que o processo poderá ser usado em breve, reduzindo custos na produção da bebida. 

E você, prefere o jeito clássico ou é favorável ao processo que turbina a produção? Confira matéria na íntegra!


Cachaça irradiada 

Pesquisadores da USP utilizam radiação para envelhecer a bebida. O processo é capaz de acurar as características físico-químicas e sensoriais do destilado em alguns minutos, enquanto o processo tradicional leva pelo menos seis meses.
Por: Yuri Hutflesz 

Na cidade de Divinésia, interior de Minas Gerais, o produtor de cachaça Agostinho Batista precisa guardar sua bebida durante 15 meses em barris de carvalho antes de vendê-la. Assim como ele, qualquer pessoa que queira distribuir sua aguardente de cana no mercado precisa estocá-la por um período que vai de seis meses a cinco anos. Esse envelhecimento é fundamental para apurar o sabor e o aroma do destilado. 

Pensando em apresentar alternativas a esse processo, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram uma nova utilidade para o processo de irradiação: deixar a cachaça no ponto desejado, diminuindo o tempo e os custos envolvidos.

Durante o envelhecimento artificial, a bebida já engarrafada e embalada passa por uma esteira e é atingida por raios gama. Esse tipo de radiação eletromagnética é geralmente produzida por elementos instáveis – no caso, o cobalto-60.

Quando os raios gama atravessam a garrafa, os átomos da cachaça são ionizados, ou seja, excitados eletricamente pela energia da radiação. De acordo com o biólogo Valter Arthur, coordenador da pesquisa e professor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP), isso faz com que ocorram diversas reações químicas.

Uma delas é a formação de radicais livres, que interagem entre si, fazendo com que ocorra a diminuição do pH, do teor alcoólico e dos aldeídos, compostos responsáveis pela dor de cabeça da ressaca. “Os processos físico-químicos são semelhantes aos que aconteceriam durante o envelhecimento natural do destilado”, afirma.

Até agora já foram irradiados cerca de 50 litros da bebida no Cena. Uma das principais preocupações era chegar a um nível ideal de radiação, que acelerasse o envelhecimento ao máximo sem prejudicar as características físico-químicas e sensoriais. A dose ficou estabelecida em 0,3 quilograys (kGy) – unidade padrão usada para indicar a quantidade de energia absorvida por um quilo de matéria.

Um aparelho chamado irradiador – ou fonte de cobalto-60 – libera e direciona a energia produzida no processo. Como os equipamentos do centro são de pequeno porte, destinados a pesquisas e com doses relativamente baixas de radiação, o procedimento dura aproximadamente 45 minutos, mas os irradiadores comerciais são capazes de realizar o mesmo processo em cerca de cinco minutos. 

Foto: Cena
Sobre sabor e risco 
O método de envelhecimento artificial desperta o interesse de Batista – o produtor. Mas, antes de enviar sua cachaça para a irradiação, ele exigiria garantia de que seu produto não perderia em sabor – para ele próprio não perder seus clientes. Na USP, foram realizados testes de degustação com 40 pessoas, entre funcionários e estudantes de graduação e pós-graduação, que não perceberam diferenças entre amostras envelhecidas naturalmente e irradiadas. 

Outra questão importante é entender se o processo envolve algum tipo de risco. Apesar de o nível de radiação que passa pela garrafa ser o equivalente ao que um paciente receberia ao ser submetido a cerca de 10 mil tomografias computadorizadas, Arthur explica que a dose é considerada baixa para esse tipo de procedimento e não há contato entre o líquido e o cobalto-60.

“Não existe qualquer risco para os consumidores; muitas pessoas confundem material irradiado com material contaminado por radiação”

“Não existe qualquer risco para os consumidores; muitas pessoas confundem material irradiado com material contaminado por radiação”, afirma. “Depois do processo, a cachaça pode ser consumida imediatamente, pois não fica com nenhum resíduo radioativo.”

O pesquisador também assegura que a quantidade de radicais livres gerada no processo não é prejudicial e que não há formação de substâncias nocivas à saúde. De todo modo, no Brasil, todo alimento (ou bebida) irradiado deve ter impresso no rótulo o símbolo Radura. 

Entraves à produção
Apesar dos resultados positivos obtidos até agora pela equipe de Arthur, ainda há um grande porém a ser resolvido: a cachaça irradiada não adquire a coloração amarelada, própria da bebida armazenada em barris. Isso poderia levar o consumidor à falsa impressão de que o sabor também não está ‘envelhecido’.

Os pesquisadores já buscam soluções. Uma delas pode ser a incorporação de extratos vegetais e própolis à cachaça antes de ela ser irradiada. Essa alternativa está sendo testada pelo Cena, com todo cuidado para que as dosagens aplicadas alterem apenas a cor, e não o gosto ou o aroma da bebida.

De acordo com Arthur, a versão irradiada – e amarelada – da bebida apresentará uma série de vantagens aos produtores. “O envelhecimento artificial de uma tonelada de cachaça sai por cerca de R$ 50 e o fabricante coloca o produto no mercado em uma velocidade muito maior do que no caso dos barris”, afirma. “Além disso, o processo não é patenteado”, conclui.

Se vai mesmo valer a pena aderir à irradiação é uma questão que dependerá dos objetivos e da escala do empreendimento de cada produtor. Atualmente, é possível comprar barris de carvalho usados com capacidade de 200 litros por cerca de R$ 400. De acordo com Batista, os recipientes não exigem praticamente nenhuma manutenção.

Caso o novo método de envelhecimento seja popularizado, o mais provável é que os produtores, em vez de adquirirem equipamentos próprios, enviem suas bebidas para empresas terceirizadas que prestem o serviço. Isso porque, segundo Arthur, o preço de um irradiador comercial está entre três e cinco milhões de dólares.

Fonte: UOL

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Está de férias? Conheça um alambique

A gente já te disse que a melhor viagem para as suas férias é para algum alambique. A dica para esta época do ano é fazer um roteiro de lugares produtores de cachaça artesanal e viajar pelos aromas, sabores e histórias que a bebida pode trazer. 

Até mesmo para quem não quer ir longe, vale procurar pelos alambiques da região onde mora. 

Anote mais esta dica: matéria da Veja Rio que conta com um roteiro de viagem para quem está ou pretende visitar o Estado do Rio de Janeiro. 

Seja com esse mapa, com o seu próprio ou seguindo os alambiques da sua região, uma coisa é certa: sua viagem promete grandes descobertasaromas diferenciadossabores inusitados, momentos de alegria com a caninhabrindes de ano novo e muito mais! BOA VIAGEM, BOAS FESTAS E UM EXCELENTE 2013! 



A rota da cachaça

Alambiques do interior do estado se destacam pela produção artesanal da bebida, conquistam mercado e atraem visitantes

Ano após ano, milhares de viajantes embarcam rumo à França e à Itália para conhecer de perto algumas das vinícolas mais famosas do mundo. Aliando o passeio por belas paisagens à cultura da região, o enoturismo começa a fazer escola por aqui. Só que, no lugar dos vinhos, o que move os turistas pelo interior do estado do Rio é a cachaça. Com setenta produtores cadastrados, a rota em torno da caninha reúne propriedades localizadas de norte a sul do nosso mapa. Encravados na costa verde, no litoral oeste, estão alguns dos alambiques mais antigos do país, um deles com mais de 200 anos de atividade. Já na região do Vale do Café, no sul fluminense, municípios como Valença, Rio das Flores e Miguel Pereira abrigam engenhos responsáveis por marcas premiadas que, assim como os bons tintos, passam anos em barris de carvalho para envelhecer. O mesmo acontece em Nova Friburgo, com a tradicional Nega Fulô, e no extremo norte, com a novata São Miguel, fabricada há apenas três anos. "A cachaça deixou de ser marginalizada para ganhar status de bebida nobre, instigando as pessoas a provar novos rótulos e conhecer mais a fundo origens e características", afirma Kátia Espírito Santo, presidente da Associação dos Produtores do Estado do Rio de Janeiro. 

Enquanto outros Estados se destacam pela produção industrial da bebida, o Rio ganha mercado com as versões artesanais, título dado aos exemplares elaborados sem aditivos químicos, extraídos em pequenas propriedades de administração familiar. É o caso da cachaça Maria Izabel, elaborada em uma região conhecida como Corumbê, próximo a Parati. Em um modesto sítio, de apenas 3 hectares, a produtora que deu seu nome à marca planta e colhe a cana-de-açúcar e comanda todo o processamento da bebida, feita com a receita criada pelo seu trisavô e passada de geração em geração. Tudo à disposição dos curiosos, que podem fazer uma visita guiada pela área rural, com os alambiques de cobre, os tonéis de jequitibá e carvalho, e ainda provar os diferentes sabores. Uma das cachaças, de tonalidade azulada, graças às folhas de tangerina misturadas durante a destilação, é feita em pequenas quantidades e, por isso, servida apenas no local.

Atento ao filão turístico, Haroldo Carneiro da Silva, da cachaçaria São Miguel, investiu em uma recepção à altura para contar a história da aguardente, que remonta à época da colonização portuguesa, quando o cultivo da cana-de-açúcar deslanchou como a principal atividade extrativista do país. Em Quissamã, ele construiu uma torre de tijolos idêntica àquela que havia no engenho central da cidade, já desativado. Depois, montou uma peça de teatro sobre a trajetória da região, que desde a primeira metade do século XVII mantém forte tradição na produção canavieira. O programa só termina depois do almoço, com pratos e sobremesas típicos e a degustação dos rótulos fabricados na propriedade. Como manda o decreto que regula a bebida, todos eles têm graduação alcoólica elevada, entre 38% e 48%. "Desde que assumi o engenho, que está na minha família há sete gerações, percebi que havia uma demanda por esse tipo de atração. As pessoas batiam na nossa porta pedindo para entrar e decidimos nos preparar para recebê-las", afirma o empresário.

Recentemente promovida a Patrimônio Histórico Cultural do Estado do Rio, a cachaça também recebeu tratamento especial no mercado externo. Desde abril, graças ao acordo firmado entre o Brasil e os Estados Unidos, só o produto fabricado no nosso país poderá ser comercializado com esse nome na terra de Obama. A medida significará um aumento expressivo nas exportações e ajudará a posicionar a branquinha na rota do turismo internacional, assim como aconteceu com os champanhes franceses e os brunellos italianos, quando passaram a contar com o selo de denominação de origem, criado pelos seus respectivos governos. Para abrigar o legado da aguardente, a terceira bebida destilada mais consumida no mundo e a primeira por aqui, está sendo projetado o Museu Brasileiro da Cachaça. Com previsão de ser instalado no interior do estado, o local pretende aproximar o público de um artigo genuinamente nacional. O que não falta são histórias para contar e rótulos para beber.


Fonte: Veja Rio

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O peru e a cachaça!

“Passou a semana toda falando no peru. Na sexta-feira, anunciou que havia comprado o peru. No sábado, que o peru já estava bebendo cachaça e que seria executado à tarde” 
Nestor de Holanda, Telha de Vidro, Brasil Editora, 1967.


Não se sabe se dar cachaça ao peru para melhorar a carne é mito ou verdade. Alguns entusiastas da prática dizem que esse é sucesso da ceia! Contam que é graças à cachaça que a ave morre alegre e descontraída, garantindo a maciez e sabor de sua carne.

Independente de crenças populares, uma coisa é fato: cachaça combina com bons pratos. Seja na hora de cozinhar ou na harmonização de diferentes tipos de prato com a caninha. Cada região do país tem seus costumes e tradições, mas o que sempre dá certo é a bebida para abrir e fechar as refeições pra lá de brasileiras como a feijoada, tutu, carne-de-sol, feijão tropeiro, acarajé, entre tantas outras. Só de falar já dá aquela vontade!

Do requintado até o prato mais simples, a cachaça pode ser um importante ingrediente, basta usar a criatividade, inovar, experimentar! Em pratos flambados, por exemplo, ao invés de usar o conhaque, por que não a cachaça? Com certeza ela trará um sabor diferenciado às suas criações.

Vale lembrar que a qualidade da bebida também vai influenciar. Experimente as envelhecidas em diferentes tipos de madeira e descubra a que mais combina com sua comida!

Leva essa dica para a sua ceia e garanta o sucesso deste Natal. Confira receita de Peru com cachaça!


Peru dourado na cachaça com farofa verde e amarela 


Peru e molho
1 peru inteiro de uns 4 kg (se quiser, reserve os miúdos, picadinhos, para o preparo da farofa)
100 g de manteiga
1/4 de maço de salsinha e de cebolinha verde picadas
2 folhas de louro
2 limões lavados e cortados ao meio
8 dentes de alho 
1 litro de cachaça
Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Óleo de oliva para untar a assadeira e pincelar o peru


Farofa
1 concha da gordura da assadeira do peru
1 xícara (chá) do molho da assadeira do peru
25 g de manteiga
1 cebola grande em cubinhos
1 xícara (chá) de azeitona verde em lascas
2 xícaras (chá) de milho verde bem macio em conserva
4 xícaras (chá) de farinha de mandioca crua
1 xícara (chá) de salsinha e cebolinha verde bem picadas
2 ovos cozidos bem picados
Sal a gosto


Peru e molho 
1. Com cuidado, solte e levante a pele do peito e das coxas do peru, espalhe a manteiga diretamente sobre a carne, polvilhe com sal e pimenta, distribua metade das folhas de salsinha e metade da cebolinha sobre as partes mais carnudas e volte com a pele para o lugar. 

2. Polvilhe a cavidade do peru com mais sal e pimenta, coloque as folhas de louro, o restante da salsinha e da cebolinha, as metades dos limões e os dentes de alho.

3. Disponha o peru no centro de uma assadeira grande untada com óleo de oliva e regue-o com 3/4 da cachaça. Cubra tudo com papelalumínio e leve ao forno preaquecido em temperatura média (180°C), por aproximadamente três horas, banhando o peru de vez em quando com o líquido que vai se formando na assadeira.

4. Descarte o papel-alumínio, aumente a temperatura do forno para alta (220ºC), pincele o peru com óleo de oliva e volte com ele ao forno, por cerca de 40 minutos, até que fique bem dourado e macio (teste o cozimento verificando se a coxa se movimenta com facilidade e espetando a parte mais carnuda com um garfo para ver se os sucos sobem claros). Retire então o peru do forno e passe-o para uma travessa de servir.

5. Transfira uma concha da gordura da assadeira para uma panela grande, onde será feita a farofa.
6. Para o molho, despeje a cachaça restante na assadeira e raspe o fundo com uma colher de pau. Leve a assadeira ao fogo e deixe ferver por alguns minutos. Coe o molho, descartando a gordura excedente e ajuste o sal e a pimenta. Transfira uma xícara do molho para a panela onde será feita a farofa, reservando o molho que sobrou para servir com o peru. 


Farofa 
7. Leve ao fogo a gordura e o molho que estão na panela, junte a manteiga e espere se derreter, acrescente a cebola e deixe dourar. Se quiser, coloque os miúdos do peru e misture bem. Adicione a azeitona, o milho, deixe mais um tempo no fogo para os miúdos cozinharem e acrescente a farinha aos poucos, misturando até umedecer. Junte a salsinha, a cebolinha verde, os ovos e ajuste o sal. 

Finalização 
8. Sirva o peru na travessa, com a farofa e o molho quente. 

Receita: Revista Gosto

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cadeia da cachaça terá manual de boas práticas de produção

Muita gente sabe que nossa bebida é exportada para diversos países e é cada vez mais valorizada em todo o mundo, seja para degustação pura, em drinks ou na culinária.

Ao lado do aumento do número de litros exportados a cada ano, deve crescer também a padronização e legitimação da cachaça no Brasil. Apesar de já ter ganho status de bebida de classe, diversas vezes ainda esbarra no preconceito dentro de nosso país.

Mais uma vitória para a bebida acaba de ser anunciada: um manual de boas práticas para a produção que será lançado em 2013. Confira texto divulgado pelo Ministério da Agricultura e veja nosso vídeo sobre a produção da cachaça! 





Cadeia da cachaça terá manual de boas práticas de produção 

Trabalho é coordenado pelo Sebrae, com o apoio dos representantes do setor das diferentes regiões produtoras do País 

O mercado brasileiro de cachaça mantém o ritmo de crescimento constante dos últimos anos e para avançar na qualidade do produto, genuinamente nacional, o setor lançará em 2013, o manual de boas práticas da cachaça. O material, que está em fase de construção, foi um dos principais assuntos discutidos na 35ª Reunião da Cadeia Produtiva da Cachaça, realizada na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), na manhã desta quarta-feira, dia 12. 

Representantes do setor discutiram ainda propostas e medidas que auxiliem no desenvolvimento do segmento, um dos que mais emprega e gera renda no País. Hoje, a cadeia emprega mais de 120 mil pessoas, direta e indiretamente, para a produção de cerca de 900 milhões de litros de cachaça por ano. A maior parte do que é produzido no Brasil tem como destino o mercado doméstico.

Os produtores estão empenhados na melhoria da qualidade do produto para impulsionar ainda mais o setor e garantir maior competitividade no mercado internacional e, para tanto, aguardam o resultado do programa de monitoramento, onde foram coletadas amostras do produto. O objetivo desta ação é verificar a qualidade da produção para poder promover a maior inserção da bebida nos mercados, valorizando o produto também no exterior.

Na pauta do encontro, foram discutidas ainda a Instrução Normativa (IN) que trata do Envelhecimento do produto, o reconhecimento da cachaça nos Estados Unidos, entre outras questões relativas ao Mercosul. A proposta para o retorno da cachaça ao Simples Nacional, programa que unifica impostos e concede benefícios a micro e pequenos empresários, foi um dos destaques da pauta da última reunião anual da Câmara Setorial da Cachaça.

Para o setor, trazer a cachaça para o Simples irá ajudar no processo de formalidade e garantir um produto apto para consumo, além de aumentar a base de arrecadação.